Alucinógenos

 Cogumelos


Sensações provocadas pelos cogumelos

Cogumelos (chá de cogumelo - Psilocibina) retirado dos cogumelos selvagens que no Brasil crescem no estrume fresco do gado em noites úmidas, colhidos pela manhã. São ingeridos ao natural ou após fervura, formando-se uma beberagem, ou ainda com sucos de fruta ou com bebidas alcoólicas. Provocam alucinações visuais.

 

COGUMELOS E PLANTAS ALUCINÓGENAS

 

EFEITOS

Os efeitos do uso de cogumelos e plantas alucinógenas, que podem ser comidos ou usados em forma de chá, variam de pessoa para pessoa e dependem do momento e do ambiente em que a droga é ingerida. De modo geral, provocam alucinações, delírios, dilatação das pupilas, suor excessivo, taquicardia e náusea.

Alguns tipos de plantas e cogumelos podem desencadear acessos de pânico e delírios de grandeza e perseguição. Não há relatos de desenvolvimento de tolerância e indução à dependência. Também não ocorre nenhuma síndrome de abstinência com o cessar do uso.

ORIGEM

Grande número de drogas alucinógenas vem da natureza, principalmente de plantas. Estas foram descobertas na Antigüidade e os usuários, ao sentirem seus efeitos, passaram a considerá-las como "plantas divinas". Assim, até hoje, em culturas indígenas de vários países, o uso dessas plantas alucinógenas tem esse significado religioso.

ALGUNS VEGETAIS ALUCINÓGENOS

No mundo inteiro, há milhares de vegetais e cogumelos alucinógenos. Devido à riqueza natural do Brasil, boa parte dessas plantas e cogumelos é encontrada no país. Conheça as plantas alucinógenas mais utilizadas:

Cogumelos: Ficaram famosos no México onde, desde a Antigüidade, já eram usados pelos nativos da região. No Brasil, as principais espécies de cogumelos alucinógenos são o Psilocybe cubensies e os cogumelos pertencentes ao gênero Paneoulus.

Jurema: O vinho de jurema, preparado à base da Mimosa hostilis, é usado por índios e caboclos do interior do Brasil. A jurema sintetiza uma potente substância alucinógena, a dimetiltriptamina ou DMT, responsável pelos seus efeitos alucinógenos.

Mescal ou Peyot: Cacto utilizado desde tempos remotos na América Central em rituais religiosos. Produz a substância alucinógena mesclalina. Não existe no Brasil.

 

Ecstasy

É uma das novas drogas sintéticas que, recentemente, têm-se tornado muito populares. É também conhecida por "E", "Adam" ou "XTC". Trata-se de um produto químico que se associa os efeitos das anfetaminas e do LSD. Os primeiros efeitos dão-se cerca de 20 minutos depois da toma e podem durar horas.

CUIDADO: Chamam-lhe "droga segura", mas NÃO É! Dá cabo da personalidade e tem muitos efeitos secundário indesejáveis, incluíndo febre alta e crises de psicose e NUNCA bebam alcool quando tomarem ecstasy senão tomam o risco de caírem para o lado de vez...
 
A droga foi sintetizada pela Merck alemã no início do século e foi usada como moderador de apetite durante várias décadas. Chegou recentemente ao Brasil, quando já estava proibida nos EUA, por causar forte dependência. É uma associação de anfetamina, LSD e cafeína, MetileneDioxiMetAnfetamina (MDMA).

Sensações provocadas pelo ecstasy

É usado em discotecas, e a sensação descrita pelos usuários é de que a droga é estimulante e afrodisíaca, causa erotização e provoca alucinações. Eles se sentem leves, soltos e dispostos a dançar a noite toda.

Danos causados pelo ecstasy

Provoca aumento da temperatura, que pode chegar a 42 graus, com abundante sudorese, que provoca distúrbios hídricos e minerais e necessidade de ingerir líquidos. São freqüentes os casos de morte. Diminui a potência sexual no homem.  

ORIGEM

O ecstasy surgiu recentemente, por volta do início da década de 90. É consumido, principalmente, por freqüentadores de casas noturnas. É uma droga que, além de produzir alucinações, também provoca um estado de excitação. Com isso, o usuário é capaz de realizar uma atividade física intensa, sem cansaço, como dançar por horas a fio - o que explica sua popularidade.

 

LSD (d-ácido dietilamida-lesérgico)


O LSD foi descoberto por Albert Hoffman, em 1938. Este cientista trabalhava como químico, na Suiça, e teve uma "viagem" com o LSD quando, inadvertidamente, engoliu um bocadinho do produto por troca de outro - teve sensações estranhas que pensou serem provocadas pela droga e ensaiou-a com ele próprio e com outro colegas. Nos anos 60, o LSD começou numa substância de culto entre estudantes, bandas musicais e intelectuais, dado que dava uma experiência "psicadélica". Nas esferas militares houve quem pensasse que se tratava de uma excelente arma para "lavagem" do cérebro do inimigo

 

EFEITOS

O LSD-25 produz uma série de distorções no funcionamento do cérebro, alterando as funções psíquicas, chamadas comumente de "alucinações". Tais alterações dependem muito da sensibilidade da pessoa, do seu estado de espírito no momento em que tomou a droga e do ambiente em que se deu a experiência.

As alucinações, tanto visuais quanto auditivas, podem trazer satisfação ("boa viagem") ou deixar a pessoa extremamente amedrontada ("má viagem"). Outro efeito do LSD-25 são os delírios, juízos falsos da realidade, isto é, a incapacidade de avaliá-la corretamente, o que pode desencadear estados psicóticos como pânico e sensações paranóicas.

O LSD-25 também produz efeito no restante do corpo. A pulsação pode ficar mais acelerada e as pupilas dilatadas, além de ocorrer sudorese em excesso e um estado de excitação. Não leva comumente a estado de dependência e não há descrição de síndrome de abstinência. A tolerância desenvolve-se muito rapidamente, mas desaparece em pouco tempo com a interrupção do uso.

O maior perigo do LSD-25 está no fato de que, pela perturbação psíquica, há perda da habilidade de percepção das situações comuns de perigo. Há descrições de casos de comportamento violento e de pessoas que, após tomarem o LSD-25, passaram a apresentar, por longos períodos, depressão ou mesmo acessos psicóticos.

O flashback é uma variante dos efeitos a longo prazo - semanas ou até meses após a utilização do LSD, a pessoa passa, repentinamente, a ter todos os sintomas psíquicos daquela experiência anterior, sem ter tomado de novo a droga.

 

ORIGEM

O LSD-25 (abreviação de Dietilamida do Ácido Lisérgico), é uma substância sintética fabricada em laboratório. Foi descoberto em 1943 pelo cientista suíço Albert Hoffman, que estudava alcalóides (substâncias encontradas nos vegetais) extraídos de fungos que atacam o centeio e cereais. Hoffman pesquisava especificamente os alcalóides da ergotina, sobretudo a Dietilamida do Ácido Lisérgico, substância que ele próprio, cinco anos antes, havia composto a partir da associação experimental da Dietilamida do Ácido Lisérgico-25.

Seu interesse pela ergotina baseava-se numa expectativa gerada desde a Idade Média, a propósito de uma peste que era conhecida, pela excessiva ardência que provocava na pele, como "fogo sagrado" ou "fogo de Santo Antão" - causada pelo contato direto com o ergot, um fungo que comumente cresce atado à planta do centeio. Essa substância foi ingerida acidentalmente pelo cientista, ao aspirar uma pequena quantidade do fungo em pó, num descuido de laboratório. Os efeitos foram ao mesmo tempo assustadores e intrigantes - houve distorções visuais, perceptivas e alucinações.

Hoffman descreveu sua experiência com riqueza de detalhes: "Os objetos e o aspecto dos meus colegas de laboratório pareciam sofrer mudanças ópticas. Não conseguindo me concentrar em meu trabalho, num estado de sonambulismo, fui para casa, onde uma vontade irresistível de me deitar apoderou-se de mim. Fechei as cortinas do quarto e imediatamente caí em um estado mental peculiar semelhante à embriaguez, mas caracterizado por uma imaginação exagerada. Com os olhos fechados, figuras fantásticas de extraordinária plasticidade e coloração surgiram diante de meus olhos".

Mas foi somente em 1960 que apareceram os primeiros relatos do uso recreativo do LSD-25. Em 1968, o LSD-25 foi proibido, mas continuou sendo produzido em laboratórios clandestinos. Normalmente, o LSD-25 é encontrado em minúsculos pedaços de papel, "selos" embebidos da substância.

 

Mescalina

Sensações provocadas pela mescalina

A mescalina é obtida a partir do cáctus peyote, encontrado no México e no sul dos EUA. Efeitos bem parecidos com os do LSD.

 

Santo Daime

Sensações provocadas pelo Santo-daime

Provoca alucinações visuais auditivas e tácteis, que podem ter um caráter místico de comunicação transcendental, que a seita chama de "mirações". O usuário pode ter a sensação de estar levitando.

Danos causados pelo Santo-daime

Permanência de delírios místicos messiânicos. Pode ocorrer distúrbio psicótico crônico.